quarta-feira, 6 de junho de 2012

Primor

Momentos-tormentos de provalina agônia

vozerinhas-vozes-vozerões

O mestre-mestrado-letrado entrou atrasado em aulas-de-sala

levantaram os silenciosos burburinhos burburões


sentaram-se as moças em elegantes-trajes-frios

balelaram possiveis perguntas

obtiveram improvaveis respostas

já que não há alguma plausível

No quando derradeiro

assinalar de questões

solicitantes

declararam

um robusto

Psiuuuuuu!

óculos

Só Deus pra sabe o que é que é

que tem por de trás dos óculos de uma mulhé

monte de coisa que nem Freud explica

poesia ninhuma conta dá de dizê

o que é mesmo que tem

por de trás dos oculo de uma mulhé

que no B-A-BA e no A+B

faz nego sorri

chora e até

endoidecê

sábado, 19 de maio de 2012

Oswaldiana e outras Anas

Na azul-cadeira

o ritmado canto de ansiosas unhas

a roer sinfonias de seis segundos de Vinicius

Ao lado matutinas-meninas num néscio-comércio de bijuterias-terias

um bando de almas-fantasias sem roupas íntimas

acaloradas-coradas pelo semiosférico sol do meio do dia

Lá se foi o sono-sonho sucumbiu à insonia-Sonia querida

Na brancalina sala de ampliadas janelas

espalhafatosas teorias-terias

conversantes paralelas

Bem ditos trabalhos-baralhos

Apotéticos-patéticos

de pseudo-poesia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Café de manhã

Hoje um poema, escreveria
de uma piada sem graça, eu riria
tomaria banho de chuva e até
Beberia um trago dum amargo café
dum amigo poeta baiano da Bahia
Mas é que agorinha, agorinha
palavra ausencia se fez presente
no lugar da presença querida
Numa mesa de cores fartas
aromas vastos, manhã nascia
cheiro de pão fresco na vizinha
era promessa que eu fizera e não cumprira
Judite partiu sem tomar meu café de manhã.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O amante dela

Não sou poeta
ele é marido da Poesia
sou só o amante dela.

terça-feira, 5 de abril de 2011

óde a nietzsche

Ele era bonito, gostava de boas festas, um homen culto...

niguem podia supor que aquela figura sempre sorridente e bom camarada

dissimulava um homem só, e rigidamente disciplinado, entretanto honesto e bom carater

Sentiu-se a vida inteira incompreendido, escrevia em demasia...

sobre as coisas do mundo e sobre as coisas do homem

Ainda hoje não é entendido

dizia-me que os homens não eram dignos de nos ler!

muito menos elogiar-nos ,fingindo aparente entendimento..era um sádico!

ainda hoje fraseam seus pensamentos..

tentando sintetizar uma vida inteira de filosofia em poucas palavras...poucas linhas

Ele desprezava a compaixão e a fraqueza

talvez seu maior pecado(julgo eu)

Agradava as mulheres , que quase sempre terminavam a noite suspensas em seus labios

pela sua polidez e sua cortesia.

Já velho beijava um pobre cavalo e cuidava de um gato ferido

Em que então, terão acreditado os seus leitores???

em sua aparencia ou em sua doutrina???

naturalmente nenhuma delas...sem restrições

Mas ele, se aqui estivesse não buliria, e como sempre diria:

"só alcançamos o grande exito permanecendo fiéis a nós mesmos".

Drummoniando

Eita vida sem graça

mundinho caduco

Eita nó que não desata

passado que não larga

semana que não passa

Arre novelinha chata

de bandidos sem maldade

mocinhos sem bondade

e donzelas sem amor nem pudor

tô cansado de balelas ensaiadas

estrofes decoradas

faladores de groselha salgada

me dê um cigarro e um copo de run

e se possivel uma porção de espontaneidade!