quarta-feira, 6 de junho de 2012

Revoltologia

Contra a memóririca de paixões findas

os livros baratos de poesias-terias de ontem

Culturírica enlatada nos livros de história branca

Partidos Esquerdos Loteados Desnutridos de cabralino azul

Viva à falta de identidade e às cervejeiras meninas-matutinas

O resumo do verso

Contra o sentimentalismo romântico-parnasiano

contra pseudo-arte

contra a cultura industrializada do consumo

contra o partidarismo vazio de propostas

mas cheio de ideotilogia relativa de Galli Mathias

Viva a esse sincretismo q nós somos

esse recorte de culturas genealogias puras da História

Mais-Vivas ainda

às cervejeiras meninas-matutinas

que alegram as noites a dançar

a boa música do acaso.

Escapuliu

SEJA QUAL(QUER)
NOITE SEM ROTEIRO
AMORES-CRUS
AROMAS-NÚS
FRUTA EM FORMA DE CHEIRO
É PRECISO UM, UM DIA
NEM QUE FOR DE PADARIA
NEM QUE FOR DE ONTEM
OU ANTES DE ONTEM
NEM QUE TIVER
SEM GOSTO
O SONHO.
Não há nada que
cinco minutos
e um cigarro
não resolvam.

Primor

Momentos-tormentos de provalina agônia

vozerinhas-vozes-vozerões

O mestre-mestrado-letrado entrou atrasado em aulas-de-sala

levantaram os silenciosos burburinhos burburões


sentaram-se as moças em elegantes-trajes-frios

balelaram possiveis perguntas

obtiveram improvaveis respostas

já que não há alguma plausível

No quando derradeiro

assinalar de questões

solicitantes

declararam

um robusto

Psiuuuuuu!

óculos

Só Deus pra sabe o que é que é

que tem por de trás dos óculos de uma mulhé

monte de coisa que nem Freud explica

poesia ninhuma conta dá de dizê

o que é mesmo que tem

por de trás dos oculo de uma mulhé

que no B-A-BA e no A+B

faz nego sorri

chora e até

endoidecê

sábado, 19 de maio de 2012

Oswaldiana e outras Anas

Na azul-cadeira

o ritmado canto de ansiosas unhas

a roer sinfonias de seis segundos de Vinicius

Ao lado matutinas-meninas num néscio-comércio de bijuterias-terias

um bando de almas-fantasias sem roupas íntimas

acaloradas-coradas pelo semiosférico sol do meio do dia

Lá se foi o sono-sonho sucumbiu à insonia-Sonia querida

Na brancalina sala de ampliadas janelas

espalhafatosas teorias-terias

conversantes paralelas

Bem ditos trabalhos-baralhos

Apotéticos-patéticos

de pseudo-poesia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Café de manhã

Hoje um poema, escreveria
de uma piada sem graça, eu riria
tomaria banho de chuva e até
Beberia um trago dum amargo café
dum amigo poeta baiano da Bahia
Mas é que agorinha, agorinha
palavra ausencia se fez presente
no lugar da presença querida
Numa mesa de cores fartas
aromas vastos, manhã nascia
cheiro de pão fresco na vizinha
era promessa que eu fizera e não cumprira
Judite partiu sem tomar meu café de manhã.