Esta é uma história destas de verdade, alegre e triste,
de um menino chamado Rubião
um menino cheio de chiste
alegre por fora e por dentro não
Rubião via o mundo de outra maneira
todo escuro pintado à caneta
todo som que escutava era uma pista
todo cheiro era tão bom
... Rubião era um menino normal
nunca deixou de brincar, sorrir e cantar
Até o dia em que na escola uma professora dissera
que ele era deficiente por não poder enxergar
desde este dia é que Rubião não sorria
nem brincar mais ele queria
ele só pensava
que tudo ele podia antes daquele dia
até voar ele podia
e nem precisava os olhos fechar
bastava imaginar
os olhos de Rubião estavam sempre abertos para o mundo
Ele deixou de estudar,
nem brincar de cobra-cega, não mais ele queria
Certa manhã, ficou encafufado
de ficar em casa bolando-bolado
Foi então pegar o sol nascer,
mas logo pensou:
- Oras bolas, eu não consigo ver!!?
Entretanto, na medida em que Rubião
saia do meio da sombra
e entrava pra dentro da luz
no quintal de sua casa,
sentia que os raios do matutino-sol o aqueciam
Foi aí, então, que ele percebeu
que o mundo que todos vêm pelos olhos-da-cara
ele ve com os da alma
e senti de várias formas:
é o cheiro do mato molhado
é do pão da padaria
é ouvindo o som das coisas
pássaros, buzinas e os latidos do chato-cão da vizinha
Rubião percebeu
que podia, afinal,
ver mais que os outros, e isso o alegrou.
Na escola, voltou a ser aquele garoto cheio de chistes, um brincalhão.
Certo dia, eis que aparece Rubía,
que como ele não via,
ou melhor,
via o mundo de outro jeito:
um mundo cheio de cheiros
de sons e sentidos
é o mundo que se vê pelos ouvidos
que se vê pelos olhos da imaginação
pela letra que se ouve da canção.
Rubião na mesma aula
por ela encantado
pergunta meio acanhado
com sorriso de dentista:
- Rubía, você acredita em amor à primeira vista?
domingo, 10 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Revoltologia
Contra a memóririca de paixões findas
os livros baratos de poesias-terias de ontem
Culturírica enlatada nos livros de história branca
Partidos Esquerdos Loteados Desnutridos de cabralino azul
Viva à falta de identidade e às cervejeiras meninas-matutinas
O resumo do verso
Contra o sentimentalismo romântico-parnasiano
contra pseudo-arte
contra a cultura industrializada do consumo
contra o partidarismo vazio de propostas
mas cheio de ideotilogia relativa de Galli Mathias
Viva a esse sincretismo q nós somos
esse recorte de culturas genealogias puras da História
Mais-Vivas ainda
às cervejeiras meninas-matutinas
que alegram as noites a dançar
a boa música do acaso.
os livros baratos de poesias-terias de ontem
Culturírica enlatada nos livros de história branca
Partidos Esquerdos Loteados Desnutridos de cabralino azul
Viva à falta de identidade e às cervejeiras meninas-matutinas
O resumo do verso
Contra o sentimentalismo romântico-parnasiano
contra pseudo-arte
contra a cultura industrializada do consumo
contra o partidarismo vazio de propostas
mas cheio de ideotilogia relativa de Galli Mathias
Viva a esse sincretismo q nós somos
esse recorte de culturas genealogias puras da História
Mais-Vivas ainda
às cervejeiras meninas-matutinas
que alegram as noites a dançar
a boa música do acaso.
Escapuliu
SEJA QUAL(QUER)
NOITE SEM ROTEIRO
AMORES-CRUS
AROMAS-NÚS
FRUTA EM FORMA DE CHEIRO
É PRECISO UM, UM DIA
NEM QUE FOR DE PADARIA
NEM QUE FOR DE ONTEM
OU ANTES DE ONTEM
NEM QUE TIVER
SEM GOSTO
O SONHO.
NOITE SEM ROTEIRO
AMORES-CRUS
AROMAS-NÚS
FRUTA EM FORMA DE CHEIRO
É PRECISO UM, UM DIA
NEM QUE FOR DE PADARIA
NEM QUE FOR DE ONTEM
OU ANTES DE ONTEM
NEM QUE TIVER
SEM GOSTO
O SONHO.
Primor
Momentos-tormentos de provalina agônia
vozerinhas-vozes-vozerões
O mestre-mestrado-letrado entrou atrasado em aulas-de-sala
levantaram os silenciosos burburinhos burburões
sentaram-se as moças em elegantes-trajes-frios
balelaram possiveis perguntas
obtiveram improvaveis respostas
já que não há alguma plausível
No quando derradeiro
assinalar de questões
solicitantes
declararam
um robusto
Psiuuuuuu!
vozerinhas-vozes-vozerões
O mestre-mestrado-letrado entrou atrasado em aulas-de-sala
levantaram os silenciosos burburinhos burburões
sentaram-se as moças em elegantes-trajes-frios
balelaram possiveis perguntas
obtiveram improvaveis respostas
já que não há alguma plausível
No quando derradeiro
assinalar de questões
solicitantes
declararam
um robusto
Psiuuuuuu!
óculos
Só Deus pra sabe o que é que é
que tem por de trás dos óculos de uma mulhé
monte de coisa que nem Freud explica
poesia ninhuma conta dá de dizê
o que é mesmo que tem
por de trás dos oculo de uma mulhé
que no B-A-BA e no A+B
faz nego sorri
chora e até
endoidecê
que tem por de trás dos óculos de uma mulhé
monte de coisa que nem Freud explica
poesia ninhuma conta dá de dizê
o que é mesmo que tem
por de trás dos oculo de uma mulhé
que no B-A-BA e no A+B
faz nego sorri
chora e até
endoidecê
sábado, 19 de maio de 2012
Oswaldiana e outras Anas
Na azul-cadeira
o ritmado canto de ansiosas unhas
a roer sinfonias de seis segundos de Vinicius
Ao lado matutinas-meninas num néscio-comércio de bijuterias-terias
um bando de almas-fantasias sem roupas íntimas
acaloradas-coradas pelo semiosférico sol do meio do dia
Lá se foi o sono-sonho sucumbiu à insonia-Sonia querida
Na brancalina sala de ampliadas janelas
espalhafatosas teorias-terias
conversantes paralelas
Bem ditos trabalhos-baralhos
Apotéticos-patéticos
de pseudo-poesia.
o ritmado canto de ansiosas unhas
a roer sinfonias de seis segundos de Vinicius
Ao lado matutinas-meninas num néscio-comércio de bijuterias-terias
um bando de almas-fantasias sem roupas íntimas
acaloradas-coradas pelo semiosférico sol do meio do dia
Lá se foi o sono-sonho sucumbiu à insonia-Sonia querida
Na brancalina sala de ampliadas janelas
espalhafatosas teorias-terias
conversantes paralelas
Bem ditos trabalhos-baralhos
Apotéticos-patéticos
de pseudo-poesia.
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