A princesa,
num súbto momento de inspiração
fez 3 presentes
e ofereceu a 3 parlapatões de sua corte
A pierrot,
eterno sentimental,
deu um colar feito de um monolito raro
tirado das profundezas de um grande rio
quase tão velho quanto o proprio mundo
quase tão grande quanto o proprio céu
disse-lhe que era magico
que lhe traria sorte nessa vida e na outra
disse-lhe ainda que enquanto usasse
não mais choraria
ele agradeceu,
ela sorriu com ternura
ele devolveu
Com um abraço doce da mais sublime amizade
despidiram-se. Ele nunca mais tirou do peito o colar
Virou-se Ela então
para outro parlapatão,
era augusto,
saído do picadeiro,
um palhaço sem trupe
uma boca sem riso
um equilibrista na corda bamba,
A ele deu uma mandala
feita com as proprias mãos
nela desenhou todos seus segredos
no verso pintou um poema
que la está até hoje
e assim ficará...
Escrito nas estrelas
perfumado e tatuado num papel de pão
presente mais valioso
ele nunca viu.
Por fim,
ao charmoso e vaidoso arlequim
que não recebera nada de palpavel
nem colar de pedras milenares
nem mandala com segredos do universo
nem cravo..nem rosas
Ela lhe deu algo intangivel
incompreensivel aos olhos dos pobres plebeus
lhe deu seu bem mais precioso
seus sonhos...seu coração
deu a luz dos proprios olhos
pra ilumina seus passos
um jubilo de rara pureza
um amor de salvação
FOI CARNAVAL
TODA POEIRA BAIXOU
TODO MEU BLOCO ...FOI
SOBROU DE NÓS DOIS SAUDADES
NÃO HÁ MAIS FOLIA NA AVENIDA
SÓ ESPERANÇA E ILUSÃO
QUERO CANTAR TODA VIDA
MAIS QUE UM SAMBA PRA MENINA
MAIS QUE UM SAMBA DE AMOR
EU QUERIA SER
UM PASSARINHO
PRA PODER CANTAR PRA VOCE
UMA VALSA EM DÓ
UM COLAR EM SOL
E A FELICIDADE
SE VOCE QUISER TER
OS MEUS OLHOS JA VERMELHOS
DE TANTO CHORAR
MINHA VOZ JA ROUCA
DE TANTO GRITAR
SEU NOME
MEUS SONHOS
UM PAR
HOJE É CARNAVAL
É MANHÃ DE SOL
QUERO IR PRA AVENIDA
PARA FESTEJAR
O QUE NÃO SEI O QUE
VESTIR FANTASIA
ELA COLOMBINA LINDA FLOR MORENA
EU UM BLOCO INTEIRO
NUMA CORDA BAMBA
MEUS BEIJOS
SEUS BRAÇOS
UM MAR
NA JANELA DA POLTRONA 37
VIAJA A SOLIDÃO
ENTRE NUVENS
PAISAGENS OU MIRAGENS
OÁSIS
ENTRE LINHAS
ENTRE POSTAS
ENTRE SOL CÉU SEM CHÃO
ÉS PASSAGEIRO
ÉS AFLIÇÃO
DE UM SÓ MOMENTO VÃO
PARTIR SEM CHEGADA
À LUGAR ALGUM
DESDE QUE TE LEVE
PARA LONGE DAQUI
LONGE DE TUDO
E DE MIM
ALCATRAZ
SIBÉRIA
TANTO FAZ...MUSICA COMPOSTA POR VINI RAS E ROBERT MAGNO

Te guardei numa cidadela distante
num canto duma sala sem janelas
num armario qualquer
na mais profunda gaveta
de minha memória.
Lá onde jazem entulhos
e lembranças vãs.
Deixo-te em algum lugar
onde não haja triteza
nem alegria...nem bem ..nem mal
deixo-te só !
tu que chamas ausencia
és irmã mais velha da saudade
e sempre me fizeste mal...
Toda manhã de domingo
lhe assaltava o pensamento
um misto de ódio e amor
daqueles que faz da cabeça
um ventilador
girando agarrado ao seu centro.
Uma foto ,uma lembrança,
eram sufientes para tirar
dos pés o chão
do juizo a razão
do sonho as asas
da boca o sorriso.
O chamam de casmurro,
em certa medida és.
Talvez pela avassaladora
e arrebatadora paixão
que nutria por aquela personagem singular.
Talvez pelo semblante
sempre carregado de
dor e dissabor,
que tanto lhe pesavam as sombrancelhas e a alma.
Ela, a chamam de Capitu
linda deslumbrante e dissimulada
O azul do céu e do mar
se misturam à cor dos teus olhos
como perolas raras.
Nada mais que o normal. Pois toda manhã de domingo ela era dona de uma poesia cinza,vinda com o frio do sudeste.
Com gosto amargo de partida...
com cara de nunca mais na vida...
negando afirmações
recitando canções
rabisco e corro risco
de cair na pedra lisa do corisco
cada traço um passo
cada passo um tropeço
cada tropeço um poema
cada poema uma saudade