Na azul-cadeira
o ritmado canto de ansiosas unhas
a roer sinfonias de seis segundos de Vinicius
Ao lado matutinas-meninas num néscio-comércio de bijuterias-terias
um bando de almas-fantasias sem roupas íntimas
acaloradas-coradas pelo semiosférico sol do meio do dia
Lá se foi o sono-sonho sucumbiu à insonia-Sonia querida
Na brancalina sala de ampliadas janelas
espalhafatosas teorias-terias
conversantes paralelas
Bem ditos trabalhos-baralhos
Apotéticos-patéticos
de pseudo-poesia.
sábado, 19 de maio de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Café de manhã
Hoje um poema, escreveria
de uma piada sem graça, eu riria
tomaria banho de chuva e até
Beberia um trago dum amargo café
dum amigo poeta baiano da Bahia
Mas é que agorinha, agorinha
palavra ausencia se fez presente
no lugar da presença querida
Numa mesa de cores fartas
aromas vastos, manhã nascia
cheiro de pão fresco na vizinha
era promessa que eu fizera e não cumprira
Judite partiu sem tomar meu café de manhã.
de uma piada sem graça, eu riria
tomaria banho de chuva e até
Beberia um trago dum amargo café
dum amigo poeta baiano da Bahia
Mas é que agorinha, agorinha
palavra ausencia se fez presente
no lugar da presença querida
Numa mesa de cores fartas
aromas vastos, manhã nascia
cheiro de pão fresco na vizinha
era promessa que eu fizera e não cumprira
Judite partiu sem tomar meu café de manhã.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
óde a nietzsche
Ele era bonito, gostava de boas festas, um homen culto...
niguem podia supor que aquela figura sempre sorridente e bom camarada
dissimulava um homem só, e rigidamente disciplinado, entretanto honesto e bom carater
Sentiu-se a vida inteira incompreendido, escrevia em demasia...
sobre as coisas do mundo e sobre as coisas do homem
Ainda hoje não é entendido
dizia-me que os homens não eram dignos de nos ler!
muito menos elogiar-nos ,fingindo aparente entendimento..era um sádico!
ainda hoje fraseam seus pensamentos..
tentando sintetizar uma vida inteira de filosofia em poucas palavras...poucas linhas
Ele desprezava a compaixão e a fraqueza
talvez seu maior pecado(julgo eu)
Agradava as mulheres , que quase sempre terminavam a noite suspensas em seus labios
pela sua polidez e sua cortesia.
Já velho beijava um pobre cavalo e cuidava de um gato ferido
Em que então, terão acreditado os seus leitores???
em sua aparencia ou em sua doutrina???
naturalmente nenhuma delas...sem restrições
Mas ele, se aqui estivesse não buliria, e como sempre diria:
"só alcançamos o grande exito permanecendo fiéis a nós mesmos".
niguem podia supor que aquela figura sempre sorridente e bom camarada
dissimulava um homem só, e rigidamente disciplinado, entretanto honesto e bom carater
Sentiu-se a vida inteira incompreendido, escrevia em demasia...
sobre as coisas do mundo e sobre as coisas do homem
Ainda hoje não é entendido
dizia-me que os homens não eram dignos de nos ler!
muito menos elogiar-nos ,fingindo aparente entendimento..era um sádico!
ainda hoje fraseam seus pensamentos..
tentando sintetizar uma vida inteira de filosofia em poucas palavras...poucas linhas
Ele desprezava a compaixão e a fraqueza
talvez seu maior pecado(julgo eu)
Agradava as mulheres , que quase sempre terminavam a noite suspensas em seus labios
pela sua polidez e sua cortesia.
Já velho beijava um pobre cavalo e cuidava de um gato ferido
Em que então, terão acreditado os seus leitores???
em sua aparencia ou em sua doutrina???
naturalmente nenhuma delas...sem restrições
Mas ele, se aqui estivesse não buliria, e como sempre diria:
"só alcançamos o grande exito permanecendo fiéis a nós mesmos".
Drummoniando
Eita vida sem graça
mundinho caduco
Eita nó que não desata
passado que não larga
semana que não passa
Arre novelinha chata
de bandidos sem maldade
mocinhos sem bondade
e donzelas sem amor nem pudor
tô cansado de balelas ensaiadas
estrofes decoradas
faladores de groselha salgada
me dê um cigarro e um copo de run
e se possivel uma porção de espontaneidade!
mundinho caduco
Eita nó que não desata
passado que não larga
semana que não passa
Arre novelinha chata
de bandidos sem maldade
mocinhos sem bondade
e donzelas sem amor nem pudor
tô cansado de balelas ensaiadas
estrofes decoradas
faladores de groselha salgada
me dê um cigarro e um copo de run
e se possivel uma porção de espontaneidade!
quinta-feira, 24 de março de 2011
OLHOS DO POEMA
O poema disse ao leitor:
que olhos bonitos tem esse idiota!
...E o leitor sem entender fechou o livro.
que olhos bonitos tem esse idiota!
...E o leitor sem entender fechou o livro.
CARTA AO SR. LEDEB
CARO SR. LEDEB
HÁ MUITO QUE LHE CONHEÇO
DE DATA LONGA, DE LONGA VIVÊNCIA,
DE TEMPO NEM TÃO ANTIGO, MAS FAZ TEMPO.
DAS RODAGENS DA CAPOEIRA,
DAS ANDANÇAS DE SUJEITO SEM BEIRA,
DAS RODAS DE CÔCO, CIRANDAS E DAS BEBEDEIRAS
DA IRMANDAD E DE OUTROS CONTOS DE ALGIBEIRA.
E BOTE FÉ, NEM NÃO HAVERÁ DESCAMINHO OU DESATINO
NEM MESMO AMARGO DA DESVENTURA
O AMARELO OPÁCO DA DENTADURA OU A MAIS FÉRREA LONJURA
ÃO DE BULIR NOSSA AMIZADE BOA E PURA
HORA QUALQUER FAÇAMOS UMA CANTORIA
NEM QUE FOR À TOA ,
DE LONGE MESMO QUE ASSIM FOR
E QUE OS TRECHOS DESSA VIDA
REUNAM A HISTORIA VELHA
FAÇAM UMA NOVA DELA ...
HISTORIA
HÁ MUITO QUE LHE CONHEÇO
DE DATA LONGA, DE LONGA VIVÊNCIA,
DE TEMPO NEM TÃO ANTIGO, MAS FAZ TEMPO.
DAS RODAGENS DA CAPOEIRA,
DAS ANDANÇAS DE SUJEITO SEM BEIRA,
DAS RODAS DE CÔCO, CIRANDAS E DAS BEBEDEIRAS
DA IRMANDAD E DE OUTROS CONTOS DE ALGIBEIRA.
E BOTE FÉ, NEM NÃO HAVERÁ DESCAMINHO OU DESATINO
NEM MESMO AMARGO DA DESVENTURA
O AMARELO OPÁCO DA DENTADURA OU A MAIS FÉRREA LONJURA
ÃO DE BULIR NOSSA AMIZADE BOA E PURA
HORA QUALQUER FAÇAMOS UMA CANTORIA
NEM QUE FOR À TOA ,
DE LONGE MESMO QUE ASSIM FOR
E QUE OS TRECHOS DESSA VIDA
REUNAM A HISTORIA VELHA
FAÇAM UMA NOVA DELA ...
HISTORIA
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