Eu precisava ver o fim do samba
arrumar a bagunça
retirar de dentro
a minha TV
mergulhar no profundo mistério
Lá
na ponta de um cacto de dez metros
onde o sol se vai galope
todo universo-inverso dentro de mim
feito mosaico macunaímico
ou outra prosa andradiana
a ficha caiu a poeira que sou
que se importa com coisa desimportante
que faz poemas indiziveis de amor a todo instante
que se pergunta a toda hora
como acordar triste durmir alegre
estar só
mas acompanhado
dançar nem que for parado
faz sentir isso
que chama vinicius
vivo
Foi logo alí
enquanto atravessava avenidas
desluzidas e desmazeladas
vi desiludidas-matutinas-meninas
semi-sinceras e sequeladas
que gritavam exasperadas:
Je suis ce que je veux être!
vive le rock de la vie!
Passaram elas eu passarinho
após o convescote
entre raposas e coiotes
agradeci o Arquiteto
pelo pão e pelo verso
pelo acaso e o novo
por ter passado
agradeci mais depois
por ter presente
terça-feira, 31 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
De vagar num cabaré
Ultimamente ando de vagar
à procura do porto de Ítaca
eita estrada estreita!
Já jazzbandolei por noites intermináveis
baguncei ao som de John Coltrane
fiz promessas pra esquecer um passado prematuro
fiz também poesia-podreira pra plateias burguesas
de palavrinhas, palavras, palavrões
clichês e chavões
fiz tudo que não permitiam
as convenções
transgredi a NOrma
não ouvi minha mãe
que dizia aflita:
Meu filho, não!
Comecei um romance-moderno
acabei rodeado por elas, só
num cabaré
de vagar
à procura do porto de Ítaca
eita estrada estreita!
Já jazzbandolei por noites intermináveis
baguncei ao som de John Coltrane
fiz promessas pra esquecer um passado prematuro
fiz também poesia-podreira pra plateias burguesas
de palavrinhas, palavras, palavrões
clichês e chavões
fiz tudo que não permitiam
as convenções
transgredi a NOrma
não ouvi minha mãe
que dizia aflita:
Meu filho, não!
Comecei um romance-moderno
acabei rodeado por elas, só
num cabaré
de vagar
O que o amor não comeu em "Os Três Mal-Amados"
Joaquim:
O amor só não comeu
minha poesia
minha musica
e meu cú.
O amor só não comeu
minha poesia
minha musica
e meu cú.
Cuidando de idosos
E o velho sentia enorme vontade de rir e chorar,
um misto de desespero, demência e felicidade.
Era hora da injeção!
um misto de desespero, demência e felicidade.
Era hora da injeção!
poesia informativa
Atenção:
O uso do "Foda-se"
está formalmente liberado
em reunioes executivas
bate papo filosofico de boteco
cartas de amor
jogos de azar
e em demais locais
outrora
inapropriados
Use com ciência
sem moderação
O uso do "Foda-se"
está formalmente liberado
em reunioes executivas
bate papo filosofico de boteco
cartas de amor
jogos de azar
e em demais locais
outrora
inapropriados
Use com ciência
sem moderação
quinta-feira, 19 de julho de 2012
PÍLULA APOCALÍPTICA DO ESQUECIMENTO DE UM PASSADO PRÉ-MATURO NOVIDADE NO MERCADO DOS AFLITOS
VENDEm-SE PÍLULAS:
ANTICONCEPCIONAIS
DE VITAMINA C D E
DOS DIAS SEGUINTES
CINEMATOGRÁFICAS
TEATRAIS
LISÉRGICAS
ETÍLICAS
NA PROMOÇÃO DE HOJE
PÍLULAS PARA ESQUECER ONTEM.
ANTICONCEPCIONAIS
DE VITAMINA C D E
DOS DIAS SEGUINTES
CINEMATOGRÁFICAS
TEATRAIS
LISÉRGICAS
ETÍLICAS
NA PROMOÇÃO DE HOJE
PÍLULAS PARA ESQUECER ONTEM.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Indigesto
Hora de almoço
salada de xuxu
sem gosto nem sal
entre a guarnição
o garrafa de tubaina sem gas
Eis a voz da consciencia:
para os quintos
de uma mercearia
para os quartos do paraiso
vocês
-Tragam-me a porra da pimenta
pra eu queimar minha boca suja
e escarrar nesse prato de patifaria
bon appétit.
salada de xuxu
sem gosto nem sal
entre a guarnição
o garrafa de tubaina sem gas
Eis a voz da consciencia:
para os quintos
de uma mercearia
para os quartos do paraiso
vocês
-Tragam-me a porra da pimenta
pra eu queimar minha boca suja
e escarrar nesse prato de patifaria
bon appétit.
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